sábado, 14 de dezembro de 2013

MDA entrega patrulhas agrícolas para 50 municípios do Amazonas

Fonte:SEPROR-AM

O secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, representou o governador Omar Aziz na manha desta sexta-feira, 13, durante a entrega de 34 patrulhas agrícolas. O investimento, que supera a ordem de R$2,5 milhões, é oriundo de recursos do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

Segundo o secretário, cerca de 50 municípios serão beneficiados com os equipamentos. “Os itens são utilizados para atividades em vicinais e sabemos que as vicinais não são apenas para escoar a produção, serve também para crianças irem a escola, as famílias terem acesso a saúde, entre outros benefícios”, pontuou.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, destacou que mais de cinco cidades brasileiras estão recebendo os equipamentos e isso beneficiará o setor primário em todo o País.

De acordo com ele, para cada município, está sendo investido mais de R$ 1 milhão. “Essas estradas são de responsabilidade dos municípios, mas o Governo está fazendo uma grande parceria com as prefeituras atendendo aquelas com até 50 mil habitantes, doando retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba. É um investimento de R$ 1,02 milhão para a aquisição dos três equipamentos para cada município. A ação busca assegurar melhores condições de conservação das estradas rurais, não pavimentadas”, atentou Pepe.

Eron Bezerra acrescentou “que não ha desenvolvimento sem sustentabilidade e nem sustentabilidade sem desenvolvimento. A iniciativa é reforçar a preocupação em investir nos homens e mulheres do campo”.

Equipamentos - O Governo Federal já universalizou a entrega das retroescavadeiras aos 56 municípios amazonenses selecionados pelo programa. A previsão é que sejam doadas, até abril de 2014, mais 22 motoniveladoras e 56 caminhões-caçamba, totalizando um investimento superior a R$ 22 milhões.

Secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, representou o Governador Omar Aziz no evento do MDA.
Segundo o prefeito Wanderlan Sampaio, do município de Autazes, a 113 quilômetros de Manaus, com essas máquinas é possível fazer agricultura familiar no Amazonas. “Estamos vivendo um momento novo, em que os agricultores estão trocando as enxadas por máquinas e implementos agrícolas. Estamos vivendo um momento de melhoria da acessibilidade dos agricultores familiares, garantindo boas estradas para o escoamento da produção. É com esse apoio que quebramos mais um paradigma: é possível, sim, ter agricultura familiar no estado”, comenta.
Plano para o Amazonas – O ministro Pepe Vargas afirmou ainda que o Governo Federal vai criar um plano específico para o Amazonas, devido à diversidade da região. “O intuito é adaptar nossos instrumentos para a região amazônica, a exemplo do que fizemos no Semiárido. Em 2014 nós vamos fazer um Plano Safra específico para o bioma Amazônico”, adiantou.
No estado, dentre os 66,7 mil estabelecimentos agropecuários, mais de 61 mil são de agricultura familiar, ou seja, 93% que são responsáveis por mais de 203 mil pessoas ocupadas no campo. A agricultura familiar amazonense responde por 83% do valor bruto da produção agropecuária.
Para o estado, o Plano Safra 2013/2014 da agricultura familiar destinou R$ 150 milhões. Na safra passada (2012/2013) foram contratados R$ 104 milhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Em 2003, 1.235 agricultores tinham a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Hoje, nós já chegamos a 81 mil DAPs que dão acesso não só ao Pronaf, mas a todas as políticas públicas para a agricultura familiar. No ano safra 2002/2003, aqui no Amazonas, teve apenas 126 contratos e na safra passada fechamos com 12 mil”, comentou o ministro.
Títulos de propriedade rural – No evento, foram feitas, ainda, entregas simbólicas de 200 contratos de Direito Real de Uso, emitido pelo Incra, e 299 títulos de rurais do Programa Terra Legal Amazônia. “A entrega dos títulos aqui foi simbólica, o que queremos é um reconhecimento do direito das pessoas”, salientou Pepe.
A agricultora Maria Brasil, 47 anos, foi uma das contempladas com a titulação. Segundo ela, ter a documentação do terreno é uma oportunidade de crescer. “Com o documento, a gente pode acessar os programas que o Governo oferece e trabalhar com mais segurança na terra”, observou.

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